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Proteção contra golpes

Limpa nome é golpe? 9 sinais de alerta para avaliar uma empresa

Promessas de prazo, pedido de senha e pagamento antes do contrato: aprenda a reconhecer os sinais e o que perguntar antes de contratar.

7 min de leituraPor Equipe Tercob

Jovem sentado na beira da cama olhando o celular com cautela antes de responder uma mensagem
Imagem ilustrativa.

Procurar ajuda quando o nome está negativado é legítimo. O problema é que o tema atrai promessas fáceis. Nem toda empresa de “limpa nome” age de má-fé, mas algumas práticas são sinais claros de que algo está errado. Este guia ajuda você a reconhecê-las.

9 sinais de alerta

  1. Garantia de resultado. Nenhuma empresa controla a decisão de um credor, de um birô ou de um juiz. Quem garante resultado está prometendo algo que não depende dela.
  2. Prazo exato para “limpar o nome”. Prazos dependem de terceiros e, quando há ação judicial, do andamento do processo. Um prazo fechado, prometido antes de qualquer análise, é sinal de alerta.
  3. Promessa de crédito ou de score. A concessão de crédito é decisão de cada banco, com critérios próprios. O score é calculado pelos birôs. Nenhuma empresa de fora decide isso.
  4. “Você nunca mais vai precisar pagar”. Retirar ou suspender um registro não extingue a dívida. Ela continua podendo ser cobrada pelos meios legais.
  5. Uso do nome de programas oficiais. Empresas privadas que se apresentam como parte de programas do governo, de mutirões oficiais ou dos próprios birôs, sem vínculo real, induzem o consumidor a erro.
  6. Pagamento antes da análise ou do contrato. Pedir dinheiro antes de analisar o caso e antes de entregar um contrato por escrito impede você de saber o que está comprando.
  7. Pedido de senhas. Senhas de banco, do gov.br ou de aplicativos de birô são pessoais. Nenhuma análise séria precisa delas.
  8. Empresa sem CNPJ ou endereço verificável. Se não dá para confirmar quem é a empresa, onde fica e desde quando existe, não há a quem recorrer em caso de problema.
  9. Ninguém sabe dizer quem entra com a ação. Quando o caminho é judicial, você tem o direito de saber quem propõe a ação, quem são os advogados (com OAB) e qual é o número do processo.

6 perguntas para fazer antes de pagar

  1. Qual é a razão social, o CNPJ e o endereço da empresa?
  2. O que exatamente será feito no meu caso — e o que não será?
  3. Se houver ação judicial, quem propõe, quem são os advogados (nome e OAB) e qual é o número do processo?
  4. Quais são todos os valores, quando e como devo pagar?
  5. O que acontece se a decisão for revogada ou se o registro voltar?
  6. Posso receber a proposta e o contrato por escrito antes de decidir, com o direito de arrependimento de 7 dias (CDC, art. 49)?

Se alguma dessas perguntas não tiver resposta clara e por escrito, não contrate.

Alternativas gratuitas que você pode usar sozinho

  • Consultar o próprio CPF nos sites e aplicativos oficiais de cada birô de crédito, sem custo.
  • Registrato, do Banco Central, para ver empréstimos e financiamentos registrados no seu nome.
  • Pesquisa de protestos gratuita em todo o país, pela central dos cartórios.
  • Negociar direto com o credor ou pelas plataformas de negociação dos próprios credores e birôs.
  • Consumidor.gov.br e Procon, para reclamar de cobranças ou registros que você considera incorretos.

Em muitos casos, esses caminhos resolvem. Entenda melhor as diferenças entre os cadastros em Serasa, SPC, SCPC e Boa Vista: qual a diferença.

Como a Tercob se posiciona

A Tercob é uma empresa identificada ( veja nossos dados), em atividade desde 2014. Primeiro analisamos o caso; depois explicamos os caminhos possíveis, com custos e riscos, por escrito. Não pedimos senhas nem pagamento antecipado para entender o seu caso.

O que não fazemos

  • Não pagamos, não compramos e não apagamos dívidas.
  • Não prometemos crédito, score, prazo ou decisão judicial.
  • Não somos escritório de advocacia, birô de crédito nem instituição financeira.

Veja a lista completa em o que a Tercob faz e o que não faz.

Fontes e base legal

Conteúdo informativo; não substitui análise individual nem orientação jurídica.

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